Bispos católicos alertam sobre 2º turno das eleições

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Um grupo de 64 bispos católicos, reunidos de diferentes dioceses do Brasil, divulgou uma carta sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. No documento, os religiosos afirmam que ‘o cenário é muito grave’.

A carta, que não menciona diretamente os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro, critica as políticas que, segundo os bispos, representam uma ‘devastação’ em áreas como direitos trabalhistas e meio ambiente.

Os signatários destacam a importância da participação consciente dos eleitores e a necessidade de uma mudança nos rumos da nação. A CNBB também reafirmou seu compromisso com a democracia e o respeito aos resultados das urnas.

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Carta dos bispos e suas críticas

No dia 22 de outubro de 2026, um grupo de 64 bispos católicos de diversas dioceses brasileiras divulgou uma carta a respeito do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O documento, que não menciona especificamente os nomes dos candidatos, relata preocupações em relação ao cenário político atual e critica o governo associado a um dos concorrentes. Os bispos destacam que “o cenário é muito grave” e que a eleição pode resultar em uma “mudança profunda nos rumos da nação”. Eles chamam a atenção para ameaças à democracia e ao bem comum.

A carta aborda diversas questões relevantes, como direitos trabalhistas desacreditados, a degradação ambiental e o acesso a armas, além de fazer referências à Doutrina Social da Igreja. Os signatários expressam um desejo de orientar os católicos em sua decisão de voto, ressaltando a importância da participação consciente no processo eleitoral.

Referências ao passado governamental

Os bispos católicos também alertam para as consequências das políticas implementadas durante o governo de um dos candidatos, como a habitual defesa de aumento do acesso a armamentos. Eles afirmam que “um dos candidatos promete liberar o acesso amplo às armas, como fez o seu pai em seu Governo”. Além disso, ressaltam que as mudanças tecnológicas e as políticas sociais devem ser avaliadas sob a perspectiva da dignidade humana e do bem-estar coletivo, alinhadas aos princípios da Doutrina Social da Igreja.

Além disso, a carta comenta que “a promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito pelo direito dos povos a existir”, fazendo alusão a posturas que comprometeriam a soberania nacional. Por fim, eles insistem que não se trata apenas de uma escolha eleitoral, mas de uma oportunidade para que a sociedade evite reviver experiências autoritárias do passado, como as vividas no Brasil durante o século XX.

A mensagem enfatiza a necessidade de um voto consciente e responsável, que leve em conta as consequências das escolhas que estão sendo feitas nas urnas, tanto em termos de direitos sociais quanto de soberania e respeito à democracia.